OS DIFERENTES EUS - EGO - SUPER EGO por Elsbeth Willecke - Portal Papillon

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OS DIFERENTES EUS - EGO - SUPER EGO por Elsbeth Willecke

OS DIFERENTES EUS – EGO – SUPER EGO

Podemos olhar para a vida como um grande palco, onde diferentes atores com diferentes papeis interpretam uma história com uma mensagem escrita e orientada por um dramaturgo competente. Isto se observa claramente com Shakespeare, em Hamlet e outros mais modernos.

Aliás, nos tempos antigos o teatro era usado como uma forma de comunicação eficiente, de crítica, na interpretação dos personagens, quando não havia ainda o jornal, televisão, etc. As pessoas se reconheciam nos papéis dos artistas, se identificavam com as mensagens passadas, mais ou menos como hoje nas novelas.
No plano psíquico também temos estes personagens com os quais monitoramos o dia a dia, e também monitoramos a estrada da vida no longo prazo. A vida também se desenrola num gigantesco palco. Cada pessoa numa peça diferente.
No plano físico, nosso principal personagem é o ego. Este como um colaborador muito eficiente tem um papel muito importante, ele detém o papel principal. Tipo de um bom gerente, muito importante na organização e nos resultados da empresa.

Mas dentro da hierarquia o ego está subordinado ao diretor presidente, que aqui vamos chamar de EU SUPERIOR.
Portanto é importante reconhecer a hierarquia, onde cada personagem tem o seu destaque, o seu campo de atuação, o seu papel para que a gente possa ter um entendimento do significado da mensagem que está por traz da peça.
Quando isto está claro, sentimos uma sensação de conforto e de estar bem. Quando os papeis estão trocados ou sobrepostos existe um desconforto com a peça, as vezes nem muito fácil de detectar. O resultado então é confusão e desconforto, porque a peça não tem significado.
Então quando o ego reconhece o seu verdadeiro valor e importância, sua função é indispensável na nossa vida. Porque de um ego sadio dependem nossas atitudes, nossas decisões. Muitas vezes ele nos ajuda a sair de cima do muro, tomar o rumo nas próprias mãos. Sem dúvida ele tem o papel mais importante porque está atrelado ao processo decisório.

Um ego sadio está comprometido com a evolução de um modo geral.
Quando existe uma distorção, o ego vira a ser um SUPER EGO. Neste papel ele se acha o diretor da peça, e não mais um colaborador muito importante da engrenagem. Aí temos uma sobreposição de papeis que vai gerar confusão baixar os níveis de produtividade, etc.
A sua importância, seu valor como colaborador vai diminuir, porque agora ele está atrapalhando toda a peça. Quanto mais confusão ao seu redor, mais ele vai tentando provar que é insubstituível, o que ele de fato é. Mas para ser eficiente ele precisa estar exatamente no seu lugar que é seu por direito, dentro da hierarquia.
Nos anos 80 existiam algumas abordagens terapêuticas com a finalidade de “matar o ego”. Nada pode ser mais equivocado pois é justamente o ego que nos faz agir, mudar, ele nos leva em frente, ele tem um papel muito importante.

Então, precisamos prestar atenção para diferenciar quando nosso ego está atuando o que é salutar, precisamos reconhecer agradecendo a sua função. Porque também depende deste reconhecimento de ele não se esforçar demais, de virar o SUPER EGO, só para ser visto e reconhecido.
Este SUPER EGO incomoda a nós com as suas exigências, o que nos causa apreensão e desconforto. Ele traz metas que são artificiais, que não são orgânicas, ligadas ao perfeccionismo ao orgulho, etc. Com esta confusão instalada dentro de nós mesmos, as pessoas ao nosso redor também não aguentam mais alguém que está o tempo todo tentando comprovar a sua eficiência, sua competência, aí sofremos as consequências.
Na verdade, tudo é mais simples, é identificar nossa peça e sermos o seu diretor, reconhecendo o ego como seu principal personagem. Isto porque o dramaturgo tem uma mensagem para passar e nós temos um papel muito importante dentro do grande palco.

ELSBETH – OAK PARTICIPAÇÕES

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O segredo é não correr atrás das Borgoletas, é cuidar do jardim para que elas venham até você!

Mário Quintana

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